- 1. Sou paciente renal crônico e faço diálise, tenho direito a transporte gratuito?
Sim, pacientes que fazem diálise possuem:
- Isenção tarifaria para ônibus, trem e metrô.
- Direito ao serviço de transporte municipal (peruas), mas devido à grande demanda, o serviço não consegue atender todos os pacientes. (principalmente na capital).
- Passe livre interestadual para pessoas carentes e portadoras de deficiência. (lei 8.899, de 29/06/1994)
- No caso da capital em São Paulo, possuem também direito a isenção de rodízio municipal.
Procure orientação como serviço social de sua unidade para maiores esclarecimentos.
- 2. Sou paciente renal crônico em diálise, tenho algum direito especial para realizar exames na rede pública?
- Sim, a Lei nº 7.853, que trata sobre a prioridade de atendimento na rede de saúde pública e/ou privada para pessoas com alguma deficiência, permitem que os pacientes em diálise tenham prioridade no agendamento de consultas e exames nas Unidades Básicas de Saúde.
- 3. Pacientes em diálise tem algum benefício previdenciário?
Os pacientes portadores de doença renal crônica possuem direitos a:
- Auxílio doença: o paciente deve ser contribuinte da Previdência Social antes da detecção da doença.
- Benefício de Prestação Continuada (LOAS) destinado a pessoas sem renda e que não recebam nenhum outro benefício da Previdência Social.
- Aposentadoria por invalidez, entre outros.
O Serviço Social de cada unidade orienta e encaminha os pacientes e, em alguns casos, emite relatórios sociais e realiza outras intervenções junto à Previdência Social.
- 4. Sou paciente SUS e faço diálise em outro local, como faço para dialisar em uma unidade do grupo única?
- Para o processo de transferência, o paciente deverá verificar disponibilidade de vaga na Unidade de destino e agendar uma avaliação, trazendo o relatório médico completo, com os medicamentos em uso, sorologias do ultimo ano e dois últimos exames mensais emitidos pela Clínica de origem. A avaliação com nosso médico não garante que você faça diálise conosco, pois quem autoriza a vaga é a central de regulação local.
- 5. Sou paciente de convênio e gostaria de dialisar em uma unidade do Grupo Única
- O paciente deverá verificar disponibilidade de vaga e se a unidade atende o convênio para agendar uma avaliação, trazendo o relatório médico completo, com os medicamentos em uso, sorologias do ultimo ano e dois últimos exames mensais, emitidos pela clínica de origem.
- 6. Preciso viajar para outra cidade por um período curto de tempo, como faço para receber meu tratamento?
O paciente deverá verificar se existe uma unidade de diálise na cidade de destino e entrar em contato com clínica para verificar disponibilidade de vaga para transito no período de sua estadia. Caso positivo, deverá comunicar o enfermeiro e o serviço social de sua unidade com antecedência mínima de 1 mês para emissão dos relatórios e solicitação de vaga em trânsito. Lembramos que a nossa clínica não tem controle sobre a vaga do detino que é feita pela central de regulação local.
Com relação as viagens internacionais: não possuímos acesso as cidades e locais que possui centros de diálises, neste caso o paciente deverá fazer o trâmite de contatos e ligações internacionais. O tratamento pelo SUS só é coberta em território nacional, portanto o paciente que dialisa fora do país deve arcar com o custo do tratamento.
- 7. Quanto tempo irei fazer diálise?
- A diálise é um tratamento que substitui a função dos rins, por este motivo o paciente fará hemodiálise ou diálise peritoneal continuamente.
- 8. Eu posso transplantar?
- O paciente será avaliado clinicamente pelo seu médico responsável que verificará se tem condições clínicas para inscrição do transplante. Caso positivo será encaminhado para uma Unidade de transplante para a fila de doador falecido que é controlada pela central reguladora de transplante e não pelas clínicas de diálise. Converse sempre com o seu médico.
- 9. O que eu posso comer?
- O paciente renal crônico está proibido de consumir carambola, pois esta fruta tem uma toxina que é extremamente tóxica ao renal crônico. No geral devem evitar consumo de frutas e verduras cruas além de embutidos (salsichas, lingüiças, salames e demais carnes processadas) para o controle do potássio e evitar ingestão de líquidos em geral. Após início do tratamento e resultado dos exames o paciente será avaliado e orientado individualmente pela nutricionista.
- 10. Qual a importância de manter os níveis de fósforo normais no sangue?
- O fósforo é proveniente da alimentação, em especial dos alimentos ricos em proteínas. Na insuficiência renal crônica, os níveis do fósforo se elevam no sangue devido à incapacidade do rim em eliminar o fósforo proveniente da alimentação. Assim, o fósforo elevado no sangue pode se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos, levando à obstrução da passagem do sangue e consequentemente problemas cardiovasculares. Além disso, o fósforo elevado ajuda a estimular a produção de um hormônio chamado paratormônio (PTH) que leva à fraqueza, dores ósseas e articulares, com o desenvolvimento de doença óssea, favorecendo também, o surgimento de doenças cardiovasculares.
- 11. Quando eu precisar faltar na diálise, como faço?
- O paciente não pode faltar ao tratamento, portanto evite agendar compromissos para o dia e horário de sua diálise, caso não seja possível, comunique antecipadamente seu enfermeiro para que ele possa reagendar sua diálise para o horário que tiver disponibilidade.
- 12. Quando irei colher os exames?
- Seus exames serão colhidos geralmente na primeira semana do mês e após o resultado, você será orientado pelo seu médico, enfermeiro e nutricionista.